Música, arte e cultura em cada esquina
Descubra o impacto do Festival Sai da Lata nas praças de Brasília!
Sai da Lata! Sai do Plano contempla as três primeiras tardes do projeto, na Estrutural, Cruzeiro e São Sebastião, com ato final no Altiplano Leste.
Sob a proposta de descentralização, entre os dias 31 de agosto e 28 de setembro, espectadores da Estrutural, Cruzeiro, São Sebastião, Altiplano Leste, Varjão e Paranoá presenciaram sábados e domingos com apresentações instrumentais, cantadas, atividades de artes integradas, DJ sets, jam sessions abertas com artistas e bandas das RAs em que o projeto passa e batalhas de rima, sempre das 16h às 21h, com entrada franca. A programação especial ganha os nomes Sai do Plano e Fora do Plano.
Programação
31 de agosto (sábado), a partir das 13h — Coletivo da Cidade (Estrutural). O evento estreia no Coletivo da Cidade, na Estrutural, com apresentações da banda de punk jazz Real Gang, da cantora que vai do jazz ao forró, Carol Voigt, dos DJs do Coletivo da Cidade, live painting do grafiteiro Turko e jam session que conta com a participação do artista local convidado Aggin.
1º de setembro (domingo), a partir das 16h — Praça Crixá, em São Sebastião. O festival desembarca na Praça Crixá de São Sebastião, para shows da talentosa pianista Iara Gomes, da recém-lançada banda de rock psicodélico Corujones, da DJ Odara Kadiegi, jam session com o artista local convidado Devana Babu, além de atividades de stêncil completando a programação.
7 de setembro (sábado), a partir das 16h — Skate Park do Terraço Shopping, no Cruzeiro. O Skate Park do Cruzeiro torna-se paisagem para o projeto, com apresentações da guitarrista jazzista Marlene Souza Lima, do duo Blues de Bolso de Haroldinho Mattos e Bemol, das DJs Eletromanas, de artes integradas e palhaçarias de Zé Regino, e jam session com o artista local convidado Lucas Antunes.
28 de setembro (sábado), a partir das 16h — Altiplano Leste. No encerramento do ciclo Sai da Lata, as temporadas Fora do Plano e Sai do Plano se encontram para uma grande tarde e noite no Altiplano Leste, com direito a shows da banda de brasilidades autorais e dançantes Saci Wèrè, do rock do Passo Largo, o encontro de voz e percussão de Mariana Baeta e George Lacerda, a voz de Georgia Nasr, jam session puxada pelo renomado saxofonista Esdras Nogueira, discotecagens dos DJs Gaivota Naves e duo SoulMate, live painting da grafiteira CAMZ, e a estreia do Brasília em Concerto. A partir das 18h, o evento tem transmissão no metaverso.
Projeto especial com foco em levar a arte candanga para o mundo, Brasília em Concerto reúne em cena um time de grandes nomes do instrumental brasiliense: o trio do baixista Oswaldo Amorim, o duo Blues de Bolso, com a guitarra alucinante de Haroldinho Mattos, a voz do bluesman Bemol, e abertura de Victor Z e convidado surpresa.
Sobre o Festival Sai da Lata
Quem acompanha a cena da música independente candanga deve se lembrar de um festival que arrastou multidões à Praça do Museu Nacional da República entre 2009 e 2016, sob a promessa de ser palco para as bandas e artistas independentes da época.
O evento era o Sai da Lata e o momento era auspicioso, e o festival serviu de base para fortalecer a cena que se formava à altura.
Oito anos depois de sua quinta e última edição, o Sai da Lata está de volta, repaginado para, junto com a Diferente Arte, trabalhar uma outra área de ampla carência para o setor musical atual: a formação de público nas diferentes RAs e periferias do Distrito Federal.
A ideia é ocupar as tradicionais praças públicas brasilienses, verdadeiros patrimônios da cidade, com tardes e noites de programação musical que reúne novos talentos a alguns dos mais célebres nomes da nossa música.
Acessibilidade
O projeto promoverá ações de acessibilidade às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes.
Em todas as atividades haverá alto-falantes de ressonância, painel tátil, tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e um banner com QR Code para acesso à audiodescrição no dia do evento.
História do Festival Sai da Lata
O Sai da Lata foi criado em 2009 pelos integrantes da banda Na Lata, Juliano Corrêa, Rubens Leite e Zeh Vargas. Como a maioria dos festivais independentes de sua geração, surgiu da falta de palcos para apresentação de música local, suprindo uma necessidade vital para a sobrevivência das bandas e artistas independentes do Distrito Federal.
Festival multilinguagem que sempre trouxe outras manifestações da cultura urbana para perto da música, teve seu início em uma casa de rock em Brasília e, entre 2012 e 2016, realizou cinco edições na Praça do Museu Nacional da República, ajudando a solidificar a importância deste território para a música candanga. Marcado pela difusão de música autoral, o festival investia em computadores para disponibilizar o download de obras de todos os músicos que se apresentavam no evento.
Após oito anos de pausa nas atividades da banda e do festival, em 2023, Fernanda Samarco, Victor Z. e Zeh Vargas começaram a se reaproximar, motivados por afinidades musicais, artísticas e de produção. Essa conexão resultou em uma parceria firmada através da Diferente Arte, que já havia desenvolvido um projeto de ocupação musical nas praças, com a missão de descentralizar a produção cultural de qualidade no DF. É nesse contexto que o Festival Sai da Lata apresenta os projetos Sai do Plano e Fora do Plano.
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